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Com restrições, hotéis de Monte Verde reabrem

Aos poucos os principais destinos turísticos de Minas Gerais começam a retomar as atividades. No último fim de semana, o setor hoteleiro de Monte Verde, distrito de Camanducaia, no Sul de Minas, voltou a operar com 40% da capacidade. São mais de 150 empreendimentos de hospedagem na região e cerca de 2.500 leitos.

Às vésperas do inverno, sua estação mais importante, a cidade segue o protocolo de uma reabertura gradual das atividades econômicas. Bares e restaurantes estão autorizados a funcionar recebendo apenas 50% dos clientes. O uso de máscara continua obrigatório em todos os espaços públicos, assim como a disponibilização de álcool em gel para todos os frequentadores.

De acordo com a presidente da Agência do Desenvolvimento de Monte Verde e Região (Move), Rebecca Wagner, todo o planejamento da reabertura foi feito através de diálogo entre a prefeitura e empresários, respeitando as orientações das autoridades sanitárias mundiais.

“O comércio retornou às atividades uma semana antes e essa foi uma medida acertada para entendermos a reação das pessoas. Estamos fazendo as ações alinhadas. Não podemos ter nos hotéis mais pessoas que os bares e restaurantes são capazes de atender, porque os hóspedes passam a maior parte do tempo na rua. É uma questão de segurança dos visitantes e da nossa população”, explica Rebecca Wagner.

Nos hotéis, as áreas de lazer, como piscinas, saunas, quadras esportivas e playground deverão permanecer fechadas. Já as atividades com até duas pessoas, como quadra esportiva para tênis, estão permitidas.

Aos finais de semana e feriados, apenas turistas com reservas antecipadas poderão ter acesso ao distrito. No ano passado, mais de 500 mil turistas passaram pelo distrito, sendo 60% na alta temporada (entre maio e agosto), segundo a prefeitura.

A ocupação do primeiro fim de semana ficou em 30% e as reservas para o feriado de Corpus Christi (11) e Dia dos Namorados (12) já está em 38%. “Sabemos que será uma volta lenta. A situação é grave e as pessoas terão receio de viajar durante muito tempo.

Pudemos notar nesse fim de semana uma alteração no perfil do público, muito mais formado, dessa vez, por casais, do que por famílias. Recebemos pouquíssimos idosos.

Isso mostra que as pessoas estão conscientes”, destaca a presidente da Move.
Praticamente dois meses fechados, os hotéis e pousadas de Monte Verde não esperam conseguir reverter o prejuízo de 2020, mas já se preparam para o Natal. O distrito aproveitou a quarentena para promover uma revitalização da área central enfeitando floreiras e o termômetro da cidade com a arte Bauer – herança alemã patrimônio cultural do município.

“A cidade está linda, tudo feito com muito amor e os turistas vão perceber isso quando chegarem. Já apresentamos nossa proposta para o Natal. Dezembro é um mês de baixa temporada e, no ano passado, conseguimos realizar um Natal muito especial e cheio de turistas. Para esse ano, será tudo diferente, com outras normas sanitárias, respeitando o distanciamento social, mas vamos fazer uma festa igualmente encantadora para todos”, completa a hoteleira.

Pedra Redonda – A Trilha da Pedra Redonda, uma das principais atrações turísticas do distrito de Monte Verde, vai reabrir a partir desta quinta-feira (11), feriado de Corpus Christi. A decisão, publicada pela prefeitura no Diário Oficial do município na última terça-feira (9), foi tomada após plano de reabertura apresentado pela Move.

O passeio estava vetado por decisão da administração municipal desde março, em razão da pandemia do novo coronavírus. As outras quatro trilhas do distrito permanecem fechadas.

“É mais uma vitória para a comunidade. Aos poucos, nossas atividades vão sendo retomadas com cautela, consciência e respeito à saúde da população e dos turistas, sem jamais esquecer do momento diferente que vivemos”, celebra Rebecca Wagner.

A Trilha da Pedra Redonda (a mais visitada de Monte Verde, com um mirante no meio e baixo grau de dificuldade em relação às demais) abre com algumas restrições e regras específicas. Funcionará, a princípio, apenas às sextas, sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h30, com quatro passeios diários intervalados em 15 minutos: subida às 9h com descida até 11h15; subida às 11h30 com descida até 13h30; subida às 13h45 com descida até 15h30; subida às 15h45 com descida até 17h30.

Além disso, durante cada horário, o acesso à trilha será liberado a cada cinco minutos para, no máximo, grupo de 15 pessoas ao mesmo tempo, entre guias e visitantes. A subida será autorizada apenas quando todos do horário anterior tiverem retornado. Guias cadastrados por agências de passeios oficiais serão responsáveis por, no máximo, dois visitantes e, para conseguir fazer a incursão, os interessados precisarão fazer um pré-cadastro em sistema disponibilizado pela Secretaria Municipal de Turismo. O acesso à Trilha só é permitindo com a contratação de agência de passeio. A ida com carro próprio está proibida.

PERDAS NO SETOR SOMAM R$ 87,79 BI

Desde o início da pandemia do Covid-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março, o setor de turismo no Brasil já acumula perdas de R$ 87,79 bilhões em relação ao faturamento médio do período, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Com o fechamento de fronteiras, cancelamento de voos e cuidados de isolamento social necessários para impedir a transmissão da doença, o setor foi fortemente impactado pela pandemia, disse a confederação, que prevê que o número de demissões no setor pode chegar a 727,8 mil até o fim deste mês.

De acordo com a CNC, somente o subsetor de alojamento e alimentação fora do domicílio, que responde por 57% dos empregos no turismo, pode ter demitido cerca de 350 mil trabalhadores formais de março a maio. A projeção se dá a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou a eliminação de 211,7 mil empregos formais em março e abril.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que as medidas emergenciais adotadas pelo governo federal ajudaram a reduzir o impacto, mas serão necessárias ações adicionais para preservar os empregos e as empresas do setor.

As perdas do setor registraram R$ 13,38 bilhões em março e subiram para R$ 36,94 bilhões em abril, e R$ 37,47 bilhões em maio, meses em que houve “uma paralisia quase completa do setor”, segundo a CNC.

Mais da metade do prejuízo nacional se deu nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a oferta de transporte aéreo chegou a cair mais de 90% em abril e maio.

A CNC pontua que a flexibilização da quarentena em outros países não reverteu a queda, o que significa que o setor precisará de medidas de estímulo específicas.

“Ainda não é possível detectar quando se dará a inflexão da atual tendência de perdas nas atividades que compõem o turismo nacional. Mesmo em outras regiões do mundo que já contam com o relaxamento da quarentena, nota-se uma inércia mais acentuada no processo de recuperação do turismo em relação a outras atividades econômicas”, analisa a Divisão Econômica da confederação. (ABr)

Fonte https://diariodocomercio.com.br/turismo/com-restricoes-hoteis-de-monte-verde-reabrem/

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